Lauro Andrade

12 meses atrás

Para Andrade, idealizador do São Paulo Design Weekend, o design é uma ferramenta.

Lauro Andrade é um verdadeiro defensor do design e, em especial, do brasileiro. Fundador da Summit Promo e idealizador da feira High Design Expo e do DW! São Paulo Design Weekend!, ele acredita que estes eventos são muito mais do que momentos de celebração. “É, principalmente, uma chance de disseminar a importância do design como ferramenta de resolução de problemas, agente de desenvolvimento econômico-social e melhoria da qualidade de vida das pessoas”, diz.

Com foco no DW!, agendado para os dias 29/08 a 02/09, a Magic Think conversou com Andrade, que ressaltou o crescimento do design no Brasil e afirmou que a nossa criatividade é o verdadeiro pré-sal do país. Leia agora!!

 

 

#1 – O Design Weekend está indo para a 7ª edição. Nesse período, como você avalia a evolução do design brasileiro?

Sem dúvida mudamos de patamar nos últimos anos. Nunca tantos criativos brasileiros foram premiados internacionalmente, fruto do desenvolvimento tanto de profissionais quanto de empresas que, cada vez mais, apostam no design como ferramenta de competitividade.

 

 

#2 – Você acha que nesses anos de evento, o mercado passou por muitas mudanças?

Muitas mudanças que comprovo com um dado superinteressante: no primeiro DW! em 2012 tivemos mais de 300 eventos e cerca de 50 criativos apenas participando, como protagonistas. Em 2017, mais de 450 designers realizaram algum tipo de atividade, sendo a atração principal de praticamente a mesma quantidade de eventos.

 

 

#3 – E, para você, como o Design Weekend contribuiu para essas mudanças?

Deixando legados materiais e imateriais. Materiais como os parklets (lançados no DW!2013 e encontrados aos milhares hoje no Brasil) e diversas revitalizações urbanas que fazem o cidadão comum perceber o quanto o design é importante e presente em nossas vidas, em todos os momentos. Imateriais como a formação de mercados consumidores crescente que respeitam e procuram a produção criativa nacional. No setor de design de produtos mobiliários, por exemplo, há uma década, arquitetos e decoradores consideravam peças apenas de nomes internacionais ou clássicos nacionais, praticamente inacessíveis para 99% da população. Hoje, não apenas especificam em todas as faixas de preços, mas defendem aos consumidores finais a ideia de obrigatoriedade de peças nacionais.

 

 

#4 – Quais são as expectativas do design brasileiro nos próximos anos?

Acredito que gigantesco. Somos um caldeirão cultural e étnico que gera um “celeiro criativo” sem igual no mundo. Somando-se a isso, nossa biodiversidade, recursos naturais e resiliente força empreendedora, só temos um caminho: crescer! A criatividade é, sem dúvida, o grande “pré-sal” brasileiro.

 

 

#5 – Quais são as expectativas para o evento desse ano? Teremos alguma novidade?

O evento acontecerá mais no final de agosto, de 29 a 02/09. Teremos novamente mais de 300 eventos em 100 lugares da cidade, o que nos coloca entre os 5 principais eventos do mundo. A programação oficial, repleta de novidades, será divulgada em nosso site a partir de 15/08: www.designweekend.com.br

 

 

#6 – O evento conta com muitas parcerias. Qual é a importância desse tipo de relação para o evento e o design como um todo?

O DW! é um sonho coletivo que virou realidade. Impossível construí-lo sozinho, sem apoio das entidades setoriais, criativos, empresários, universidades, poder público etc. Apesar da hercúlea missão de equilibrar todos os interesses envolvidos nos últimos 6 anos, acreditamos que não há mais dúvida da importância do movimento para o ganho coletivo do design nacional. A luta continua.

 

 

 

 

 

 

Publicado em:

10 de julho de 2018

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